Seeking for oneness

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Maylson
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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Mon Feb 03, 2025 9:54 pm

Oi, Franchi!!! Boa tarde, meu amigo! :)

“Acho que você tocou num ponto importante, é uma inquietação que incomoda... Entendo que não há ninguém que precise alcançar isso, pois não há quem e nem o que a ser alcançado...”

Exatamente! O cerne dessa questão é: Se não há ninguém aqui separado, essa inquietação é de quem? Quem está inquieto? O que estamos chamando de “inquietação”?

“Parece que são várias camadas de distração que nos velam a essência de tudo.”

Sim!!! Pode-se dizer que há infinitas camadas.

Agora, uma piada cósmica:

Você já descascou uma cebola até o fim? Rsrs. Se retirar todas as camadas, o que sobra? Nada! E esse ‘nada’ não é a ausência da cebola, mas sua natureza mais íntima. Cada camada já era a cebola, e a ilusão está em acreditar que, no ‘centro’, algo mágico seria revelado.

A mente adora criar a fantasia de um ‘núcleo sagrado’, mas a cebola está aqui para nos lembrar: não há separação entre o que é descascado e quem descasca. O ato de buscar, a sensação de estar fragmentado e até o vazio que parece restar no final... tudo isso já é a dança da própria completude!

As (talvez infinitas) camadas não são obstáculos, são apenas expressões, como curiosidade, dúvida ou desejo de ‘encontrar algo’. A realidade não está por trás das distrações, mas é exatamente como elas se manifestam. Cada pensamento, dúvida ou desejo é a própria realidade se expressando, sem que nada precise ser removido ou escondido.

Até o pensamento ‘preciso remover camadas’ é a cebola brincando de ser um buscador, enquanto sua verdade já dança nua em cada casca descartada. Você nunca esteve separado da cebola. A 'completude' não está no fim da jornada, mas no reconhecimento de que você já é a cebola inteira, descascando a si mesma, rindo da brincadeira de parecer incompleto.



O guia E. trouxe só mais uma ultima pergunta:

“Como você se sente agora? Alguma sensação de que há algo mais com o qual gostaria de ajuda, em relação a ver através da ilusão do eu separado?”
May.

"The moment I am aware that I am aware I am not aware. Awareness means the observer is not"
― Jiddu Krishnamurti

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Franchi
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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Tue Feb 04, 2025 2:06 pm

Olá, May !!! Bom dia !!!!
Exatamente! O cerne dessa questão é: Se não há ninguém aqui separado, essa inquietação é de quem? Quem está inquieto? O que estamos chamando de “inquietação”?
Depois daquele seu precioso ensinamento, parece que ficou tudo mais claro... A inquietação era um movimento que se apresentava e quando entendi que este movimento também faz parte da unidade e não pertence a mim, assim como eu não existo como indivíduo, mas sim como o todo, tudo começou a fazer mais sentido e a ficar mais suave e fluído.
Sim!!! Pode-se dizer que há infinitas camadas.

Agora, uma piada cósmica:

Você já descascou uma cebola até o fim? Rsrs. Se retirar todas as camadas, o que sobra? Nada! E esse ‘nada’ não é a ausência da cebola, mas sua natureza mais íntima. Cada camada já era a cebola, e a ilusão está em acreditar que, no ‘centro’, algo mágico seria revelado.
Este ensinamento complementa aquele anterior!!! Quando entendi que tudo faz parte da manifestação da unidade, percebi que tanto faz quantas camadas existem e se elas existem, porque na verdade, "descascando" as ou não, nada muda a natureza da unidade e sua essência abrangente e ilimitada.
A mente adora criar a fantasia de um ‘núcleo sagrado’, mas a cebola está aqui para nos lembrar: não há separação entre o que é descascado e quem descasca. O ato de buscar, a sensação de estar fragmentado e até o vazio que parece restar no final... tudo isso já é a dança da própria completude!
Exatamente, tudo faz parte, mas, a partir do momento que isso é compreendido, parece que tudo se esvaí , como se nunca estivesse ali...
As (talvez infinitas) camadas não são obstáculos, são apenas expressões, como curiosidade, dúvida ou desejo de ‘encontrar algo’. A realidade não está por trás das distrações, mas é exatamente como elas se manifestam. Cada pensamento, dúvida ou desejo é a própria realidade se expressando, sem que nada precise ser removido ou escondido.
Agora entendo isso, e depois que o ensinamento é assimilado a gente se pergunta porque não entendeu antes!!!! (rs.)
Até o pensamento ‘preciso remover camadas’ é a cebola brincando de ser um buscador, enquanto sua verdade já dança nua em cada casca descartada. Você nunca esteve separado da cebola. A 'completude' não está no fim da jornada, mas no reconhecimento de que você já é a cebola inteira, descascando a si mesma, rindo da brincadeira de parecer incompleto.
Exatamente, é um esforço tremendo que na verdade não precisa ser feito !!!! É como tentar empurrar uma pedra enorme do caminho, quando na verdade basta dar a volta por ela...
“Como você se sente agora? Alguma sensação de que há algo mais com o qual gostaria de ajuda, em relação a ver através da ilusão do eu separado?”
Não me sinto, só sou ... O meu dia a dia se tornou completamente impessoal, tudo o que acontece é percebido e as ações que devem ser tomadas acontecem, tudo sem o peso de se sentir o responsável por algo ou por alguém... Tenho percebido mais momentos de quietude mental sendo presenciados, seguidos por uma sensação embrionária de plenitude ... Possivelmente estes momentos se tornarão mais longos e frequentes e esta sensação de plenitude será manifestada mais consistentemente, mas também quem se importa???

Manifesto agradecimento e bastante carinho pela sua dedicação como guia e pelas suas sábias palavras. Cada ensinamento foi de extrema importância!!!

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Maylson
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Re: Seeking for oneness

Postby Maylson » Wed Feb 05, 2025 6:17 pm

Oi, Franchi, boa tarde!
“Quando entendi que tudo faz parte da manifestação da unidade, percebi que tanto faz quantas camadas existem e se elas existem, porque na verdade, "descascando" as ou não, nada muda a natureza da unidade e sua essência abrangente e ilimitada.”

Exatamente! Afinal, o que são essas tais camadas? É fascinante quando compreendemos que, assim como a mente cria essas camadas, elas não são obstáculos, barreiras ou algo que esconde uma verdade oculta. Na realidade, elas são a própria manifestação do que está ocorrendo AGORA na experiência direta. Quando as observamos sem o rótulo de 'camadas', abrem-se infinitas possibilidades de apreciar a realidade exatamente como ela é, em sua essência mais pura.

É como um som que surge em seu campo auditivo. Você pode interpretá-lo como uma camada sobreposta à consciência ou perceber que o som em si é a própria consciência se manifestando como som. Nesse reconhecimento, não há separação entre o observador e o observado, tudo é uma expressão única e indivisível do momento presente.

Se tudo já é isso, tem mesmo algo que possa ser entendido além disso? Ou a busca por entender é só mais uma onda surgindo nesse oceano?

“Exatamente, tudo faz parte, mas, a partir do momento que isso é compreendido, parece que tudo se esvaí , como se nunca estivesse ali...”
Concordo! Mas observe, o que parece "desaparecer" é apenas a ideia de que algo estava ali de forma separada. A mente, acostumada a dividir tudo em "isto" e "aquilo", cria a ilusão de que algo se esvai, mas na verdade, nunca houve separação. O que resta não é ausência, mas a própria vivacidade do que sempre já é.

É tipo uma criança que vê um monstro na sombra e depois ri ao perceber que era só a sombra da sua mão. O "monstro" nunca existiu, mas o susto e o alívio faziam parte da brincadeira. Assim também, as camadas nunca foram camadas, eram apenas a dança espontânea da consciência consigo mesma.

Se tudo se esvai, para onde vai? Se nunca esteve ali, o que percebe isso? Mesmo a sensação de "desaparecimento" é só mais uma onda surgindo no oceano. Não há necessidade de substituir a ilusão das camadas por uma nova ilusão de ausência. O que quer que surja: presença, dúvida, clareza ou confusão, já é uma expressão livre.
“Exatamente, é um esforço tremendo que na verdade não precisa ser feito !!!! É como tentar empurrar uma pedra enorme do caminho, quando na verdade basta dar a volta por ela...”
E ver que a pedra é o caminho, faz parte dele... como poderia ser diferente?

Nem mesmo dar a volta é necessário, porque a pedra não é um obstáculo, ela só parece ser quando há a ideia de que o caminho deveria ser diferente. Mas e se nada nunca estivesse fora do lugar?

“Não me sinto, só sou ... O meu dia a dia se tornou completamente impessoal, tudo o que acontece é percebido e as ações que devem ser tomadas acontecem, tudo sem o peso de se sentir o responsável por algo ou por alguém... Tenho percebido mais momentos de quietude mental sendo presenciados, seguidos por uma sensação embrionária de plenitude ... Possivelmente estes momentos se tornarão mais longos e frequentes e esta sensação de plenitude será manifestada mais consistentemente, mas também quem se importa???”

Que belo reconhecimento! Observe que sensações de plenitude podem vir e ir, talvez voltem ainda mais fortes, talvez desapareçam por completo, e se acontecer, será apenas algo acontecendo e se desenrolando naturalmente. Nenhuma experiência precisa ser mantida, pois tudo já está acontecendo exatamente como acontece.

A quietude mental e a plenitude embrionária não são suas conquistas, mas a própria realidade se reconhecendo. Até o desejo de que esses momentos 'se tornem mais longos' é apenas outra nuvem passageira no céu sem limites do que já é!



Franchi, a Nerina provavelmente já entrou em contato com você por mensagem privada, compartilhando algumas informações como o grupo do Facebook, encontros online, etc. Caso ainda não tenha visto, dá uma olhada no seu inbox.



Este não é o fim do nosso contato! 😊
Caso tenha mais coisas que queira ajuda para explorar, me avisem que podemos abrir um outro topico no "unleashed".

Sempre que quiser, pode me chamar por mensagem privada. Vou deixar aqui também meu e-mail: maylsonlimas@gmail.com.

Conte comigo para o que precisar! E lembre-se: isso aqui é um monólogo—não há separação! 😉
May.

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― Jiddu Krishnamurti

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Franchi
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Re: Seeking for oneness

Postby Franchi » Wed Feb 05, 2025 7:48 pm

Olá, May !!! Boa tarde !!!
Exatamente! Afinal, o que são essas tais camadas? É fascinante quando compreendemos que, assim como a mente cria essas camadas, elas não são obstáculos, barreiras ou algo que esconde uma verdade oculta. Na realidade, elas são a própria manifestação do que está ocorrendo AGORA na experiência direta. Quando as observamos sem o rótulo de 'camadas', abrem-se infinitas possibilidades de apreciar a realidade exatamente como ela é, em sua essência mais pura.

É como um som que surge em seu campo auditivo. Você pode interpretá-lo como uma camada sobreposta à consciência ou perceber que o som em si é a própria consciência se manifestando como som. Nesse reconhecimento, não há separação entre o observador e o observado, tudo é uma expressão única e indivisível do momento presente.

Se tudo já é isso, tem mesmo algo que possa ser entendido além disso? Ou a busca por entender é só mais uma onda surgindo nesse oceano?
Acredito que a analogia das camadas possa ser levada para vários campos da experiência, mesmo para a metafísica, e, realmente, são mecanismos da mente para criar mais prismas dentro de prismas e trazer mais diversidade e complexidade para colorir a própria manifestação.
Depois de entendido isso, parece bastante divertido e genioso, mas antes faz com que passemos por vários apuros... (rs.)
Bastante interessante o exemplo do som!!!
E, sem sombra de dúvidas, por experiência própria, posso afirmar que a busca por entender é só mais uma onda... (rs.)
Concordo! Mas observe, o que parece "desaparecer" é apenas a ideia de que algo estava ali de forma separada. A mente, acostumada a dividir tudo em "isto" e "aquilo", cria a ilusão de que algo se esvai, mas na verdade, nunca houve separação. O que resta não é ausência, mas a própria vivacidade do que sempre já é.

É tipo uma criança que vê um monstro na sombra e depois ri ao perceber que era só a sombra da sua mão. O "monstro" nunca existiu, mas o susto e o alívio faziam parte da brincadeira. Assim também, as camadas nunca foram camadas, eram apenas a dança espontânea da consciência consigo mesma.

Se tudo se esvai, para onde vai? Se nunca esteve ali, o que percebe isso? Mesmo a sensação de "desaparecimento" é só mais uma onda surgindo no oceano. Não há necessidade de substituir a ilusão das camadas por uma nova ilusão de ausência. O que quer que surja: presença, dúvida, clareza ou confusão, já é uma expressão livre.
Parece que há sempre mais um nível superior de abordagem em relação à realidade imediata.
E ver que a pedra é o caminho, faz parte dele... como poderia ser diferente?

Nem mesmo dar a volta é necessário, porque a pedra não é um obstáculo, ela só parece ser quando há a ideia de que o caminho deveria ser diferente. Mas e se nada nunca estivesse fora do lugar?
É o que me faz bastante sentido, nada nunca está fora do lugar, porque tudo é, como deve ser ...
Que belo reconhecimento! Observe que sensações de plenitude podem vir e ir, talvez voltem ainda mais fortes, talvez desapareçam por completo, e se acontecer, será apenas algo acontecendo e se desenrolando naturalmente. Nenhuma experiência precisa ser mantida, pois tudo já está acontecendo exatamente como acontece.

A quietude mental e a plenitude embrionária não são suas conquistas, mas a própria realidade se reconhecendo. Até o desejo de que esses momentos 'se tornem mais longos' é apenas outra nuvem passageira no céu sem limites do que já é!
Entendo, já não crio mais expectativas e apenas "sorvo" a realidade imediata, o que vier é benvindo !!! Toda vez que tentamos fazer alguma projeção já estamos perdendo contato com a experiência imediata e dando chance para a mente criar narrativas e criar mais ondas no oceano...

Agradeço pelas suas palavras e por toda sua dedicação e condução !!!! Mantemos contato !!!!


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