Oi, Franchi, boa tarde!
“Quando entendi que tudo faz parte da manifestação da unidade, percebi que tanto faz quantas camadas existem e se elas existem, porque na verdade, "descascando" as ou não, nada muda a natureza da unidade e sua essência abrangente e ilimitada.”
Exatamente! Afinal, o que são essas tais camadas? É fascinante quando compreendemos que, assim como a mente cria essas camadas, elas não são obstáculos, barreiras ou algo que esconde uma verdade oculta. Na realidade, elas
são a própria manifestação do que está ocorrendo AGORA na experiência direta. Quando as observamos sem o rótulo de 'camadas', abrem-se infinitas possibilidades de apreciar a realidade exatamente como ela é, em sua essência mais pura.
É como um som que surge em seu campo auditivo.
Você pode interpretá-lo como uma camada sobreposta à consciência ou perceber que o som em si é a própria consciência se manifestando como som. Nesse reconhecimento, não há separação entre o observador e o observado, tudo é uma expressão única e indivisível do momento presente.
Se tudo já é isso, tem mesmo algo que possa ser entendido além disso? Ou a busca por entender é só mais uma onda surgindo nesse oceano?
“Exatamente, tudo faz parte, mas, a partir do momento que isso é compreendido, parece que tudo se esvaí , como se nunca estivesse ali...”
Concordo! Mas observe, o que parece "desaparecer" é apenas a ideia de que algo estava ali de forma separada. A mente, acostumada a dividir tudo em "isto" e "aquilo", cria a ilusão de que algo se esvai, mas na verdade, nunca houve separação. O que resta não é ausência, mas a própria vivacidade do que sempre já é.
É tipo uma criança que vê um monstro na sombra e depois ri ao perceber que era só a sombra da sua mão. O "monstro" nunca existiu, mas o susto e o alívio faziam parte da brincadeira. Assim também, as camadas nunca foram camadas, eram apenas a dança espontânea da consciência consigo mesma.
Se tudo se esvai, para onde vai? Se nunca esteve ali, o que percebe isso? Mesmo a sensação de "desaparecimento" é só mais uma onda surgindo no oceano. Não há necessidade de substituir a ilusão das camadas por uma nova ilusão de ausência. O que quer que surja: presença, dúvida, clareza ou confusão, já é uma expressão livre.
“Exatamente, é um esforço tremendo que na verdade não precisa ser feito !!!! É como tentar empurrar uma pedra enorme do caminho, quando na verdade basta dar a volta por ela...”
E ver que a pedra é o caminho, faz parte dele... como poderia ser diferente?
Nem mesmo dar a volta é necessário, porque a pedra não é um obstáculo, ela só parece ser quando há a ideia de que o caminho deveria ser diferente. Mas e se nada nunca estivesse fora do lugar?
“Não me sinto, só sou ... O meu dia a dia se tornou completamente impessoal, tudo o que acontece é percebido e as ações que devem ser tomadas acontecem, tudo sem o peso de se sentir o responsável por algo ou por alguém... Tenho percebido mais momentos de quietude mental sendo presenciados, seguidos por uma sensação embrionária de plenitude ... Possivelmente estes momentos se tornarão mais longos e frequentes e esta sensação de plenitude será manifestada mais consistentemente, mas também quem se importa???”
Que belo reconhecimento! Observe que sensações de plenitude podem vir e ir, talvez voltem ainda mais fortes, talvez desapareçam por completo, e se acontecer, será apenas algo acontecendo e se desenrolando naturalmente. Nenhuma experiência precisa ser mantida, pois tudo já está acontecendo exatamente como acontece.
A quietude mental e a plenitude embrionária não são suas conquistas, mas a própria realidade se reconhecendo. Até o desejo de que esses momentos 'se tornem mais longos' é apenas outra nuvem passageira no céu sem limites do que já é!
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May.
"The moment I am aware that I am aware I am not aware. Awareness means the observer is not"
― Jiddu Krishnamurti