Obrigado por falar sobre a sua experiência. Torna as coisas mais claras.
Algumas:Talvez ajude se fizeres uma lista das tuas expectativas para veres quais são?
Me verei livre dos padrões mentais nocivos.
Conhecerei minha verdadeira natureza, pura consciência.
Compreenderei o que significa ser um com tudo.
Terei a resposta certa para qualquer situação.
Saberei com certeza que vi a ilusão do eu separado.
Depois de escrever percebo como parecem clichés aprendidos através dos anos e repetidos aqui automaticamente...
Além disso, todas as frases pressupõem um agente, um "eu" que vê, percebe, compreende, etc.
Sim. Acho que aqui há um apego ao drama, à luta contra as histórias dramáticas e as fortes emoções. Vejo como me contradigo neste parágrafo, quase que reclamando que não tenho com o que trabalhar, enquanto que escrevo acima como expectativa que desejo me ver livre dos padrões mentais nocivos...Isso não é bom, o não te apegares demais ao que já passou?
Sim, é isto mesmo. Ter paciência, perseverança, e verificar o funcionamento da ilusão novamente e novamente, e a coisa vai se "desprendendo". O curioso é que não importa o que observo, há sempre uma observação por trás. Assim, por exemplo, quando me deparo com um "eu", constato que é ilusório, porque há algo anterior, como que um pano de fundo, que sabe de sua existência. Então prossigo, seria esse algo anterior o "eu"? Ao observar, vê-se que há algo que tem consciência desse "algo anterior", e assim por diante.E é só neste aqui e agora, do dia a dia normal, que é possível verificar como funciona a ilusão do eu. Como é que está a correr essa observação das ações mais comuns? Alguma vez viste um eu real a fazer o que quer que seja? :)
Estou aprendendo a observar sem tentar separar a experiência em elementos. Por exemplo, o rótulo "mastigando", como experiência de sensação/som/pensamentos/imagens, como o que está aqui, agora, e não tentar isolar cada um desses como se fosse algo separado.

